O power trio santarritense Patronagens Band acaba de lançar seu segundo trabalho autoral: Lavando a Alma. Formado por Tiago Abranches (guitarras, violões, vocais), Juliano Ganso (baixo e vocais) e Tiago Silvério (bateria) esse trio consegue a proeza de se reinventar constantemente e manter seu público cativo com um extenso repertório de shows tributo (Belchior, Raul Seixas, Roberto Carlos e outros) sendo com certeza uma das bandas que mantém um ritmo de trabalho mais intenso no sul de Minas. Só por isso eu já sou fã dos caras. Mas hoje estou aqui pra falar de seu som autoral, que nesse trabalho demonstrou um amadurecimento nas composições e arranjos. Com produção esmerada de Gustavo Carvalho e ótimas participações de Carol Karpezi, Claudinho Mendonça, Marco Fishnick, Michel Castori e Victor Más, Lavando a Alma é um disco repleto de inquietações espirituais com uma vigorosa energia rock´n´roll. As guitarras de Tiago Abranches soando roucas, pesadas e melodiosas, o baixo de Juliano e a bateria de Tiago Silvério marcando com precisão as convenções rítmicas, tudo soando com ótimos timbres. O disco mantém a identidade de seu trabalho anterior, o também ótimo “Os jovens cada vez mais jovens”, mas nitidamente os temas mais “desengajados” dessa vez foram deixados pra trás. As canções Utopia, Metafísica, O Trem do Além discutem filosofia e os mistérios da vida e da morte sem perder a leveza e a despretensão roqueira. Em Pai Adelino a mensagem “sozinho a gente não chega em lugar algum” e em Caboclo Cachoeira a força das religiões afro-brasileiras; são duas canções que soam com inspiradas homenagens. O disco encontra equilíbrio com a música Um beijo, sobre vencer a timidez e partir pra conquista, e termina com uma pequena suite em três partes, A esperança vem da lua, onde a surpresa são os arranjos de metais tornando o som da banda muito mais sofisticado. Um belo lançamento pra colorir a cena musical sul-mineira e solidificar a carreira dessa super banda que promete muita estrada pela frente! Viva Patronagens Band!


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