pinhão

Não sei pra quem eu já disse isso, mas eu tenho uma árvore preferida. Assim como Diadorim tinha seu passarinho preferido, para o espanto do Riobaldo que nunca tinha pensado em passarinho se não fosse pra treinar a pontaria. Eu também tenho um passarinho preferido, que é a Curruíra, que eu aprendi a chamar de Currila. Mas desse bichinho eu falo outro dia, hoje vou falar da Araucária. Pra mim a araucária é uma dádiva em forma de árvore. Em seu habitat natural é das mais lindas peças que compõe o cenário, permeada pela neblina do dia nascente ou os raios amarelados do poente no outono, ela se transmuta em cores e formas. Lembram grandes parabólicas voltadas para o céu, a capitar perfeitas transmissões celestiais, com sua simetria de galhos e a retidão do tronco, envolta em barbas de pau e líquens coloridos. As fêmeas são mais vaidosas, majestosas e imponentes com a cúpula bem erguida. Os machos são menores e mais coníferos.Picture 731 Sua madeira é de larga utilidade, por isso já foi excessivamente explorada. Em Santa Catarina, já diminuíram de tamanho, pelo passado de derrubada das espécimes maiores. O Rio Pinheiros, na Terra do Cacique Tibiriçá, tem esse nome porque já foi densamente povoado dessas belas árvores. Elas foram a motivação para uma ação felizmente bem sucedida dos meus amigos ecologistas de Pedralva, senão era um bosque a menos de araucárias na serra da Pedra Branca. Ah, sim, e não bastasse todas essas qualidades, ainda dá pinhão! Hum (toda a história com esse texto começou cozinhando pinhão)! Até mais gente, a panela tá apitando e o cheiro de pinhão já tomou conta. Fui!!!

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