Rios e ruas

 

Descobri esse site por acaso, o site a que eu me refiro é o rioseruas.wordpress.com. Encontrei numa revista e fui ver. Trata-se de um tema muito intrigante pra mim, e eu o coloquei na música Rio Sepultado, que gravamos no último disco do Matuto. Foi ótimo saber que tanta gente pensa no tema.

Eu comecei a pensar seriamente nisso – pois morei em São Paulo de 2004 até agora – quando visitei o Pateo do Collegio (encontrei escrito assim no site, achei muito bonito) e lá dentro existe uma grande maquete de São Paulo de Piratininga no tempo do Cacique Tibiriçá. É uma grande colina em cima de um grande planalto com poucas construções (igrejinhas e choupanas, além das aldeias indígenas), entremeado por vários rios: Anhangabú – o rio dos malefícios – de água salobra em meio a um vale (que hoje é cortado pelos viadutos Santa Ifigênia e Viaduto do Chá). Nesse lugar se encontravam xamãs para seus rituais, pelo que eu pude saber. Onde hoje desce a av. 23 de maio, desce o Rio Itororó fui no Itororó, beber água, não achei… quero dizer, eu tive a oportunidade de meu carro quebrar em baixo do viaduto D. Paulínia, e observar que ali brota muita água. Há nascentes correndo por riozinhos de cimento como calhas, levando aquela água para o bueiro mais próximo. E do outro lado vem o Córrego Saracura – hoje av. 9 de julho.

Só pra terminar esse papo no centro de Sampa, ainda tem o Ribeirão Bexiga que vem por baixo da Prefeitura, e o Moringuinho (bonitinho esse nome) que se me lembro bem está encanado sob a Praça da Bandeira. Todos a fluentes do Anhangabaú, que deságua no Tamanduateí, que vai pro Tietê, que nasce em Salesópolis em uma linda reserva florestal. Lá se observa (também observado por um guarda) um pequenino e lindo arroio nascendo entre pedras, bufando entre areia branquinha. Um rio bebê que vai encarar a metrópole.

(você pode ouvir a música que trata esse post no site www.zehelder.com.br/discografia)

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